Institucional

Fundação Bienal de São Paulo e Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira promovem mostra itinerante da 36ª Bienal

Com patrocínio do Instituto Motiva e Metrô Bahia, a 36ª Bienal de São Paulo chega a Salvador a partir de 4 de setembro com curadoria de Keyna Eleison e Thiago de Paula Souza

Escrito por Assessoria de Comunicação, em 02/09/2026

A Fundação Bienal de São Paulo e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) apresentam a etapa de Salvador do programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, com abertura em 4 de setembro e visitação até 29 de novembro de 2026. A itinerância na capital baiana conta com o patrocínio do Instituto Motiva, Metrô Bahia e Petrobras.

A seleção para Salvador tem curadoria de Keyna Eleison e Thiago de Paula Souza, cocuradores da 36ª Bienal de São Paulo, e reúne obras de Alberto Pitta, Antonio Társis, Berenice Olmedo, Christopher Cozier, Korakrit Arunanondchai, Leo Asemota, Manauara Clandestina, Márcia Falcão, Marlene Almeida, Ming Smith, Myrlande Constant, Nádia Taquary, Sharon Hayes e Théodore Diouf.

A escolha do MUNCAB como sede dialoga diretamente com a proposta curatorial da 36ª edição. Parte significativa dos artistas presentes tem raízes na própria Salvador: Antonio Társis, nascido em Arraial do Retiro, apresenta catástrofe orquestra #1 (Ato I) (2024-2025). Já Alberto Pitta ocupa a mostra com tecidos serigrafados que propõem uma visualidade gráfica composta por repertórios afro-diaspóricos.

Nádia Taquary, nascida e sediada na cidade, apresenta Irókó: A árvore cósmica (2025). "Esta itinerância foi feita com muito calor e muito desejo, pensando a humanidade como prática, numa poética que pudesse se dar em um território de tanta poesia viva. Há uma curiosidade que também é um ato de amor: Irókó, trabalho de Nádia Taquary, obra comissionada para a 36ª edição, volta agora para sua própria origem. A peça foi construída em Salvador, e trazê-la de volta é algo que não consegue ser expresso só em palavras", afirma Keyna Eleison.

A mostra reúne ainda trabalhos de artistas internacionais como Myrlande Constant, cujas obras bordadas em contas e lantejoulas repensa a tradição dos drapo vodou (estandartes); Berenice Olmedo, com a instalação pneumática Pnoê (2025), que reúne dispositivos médicos obsoletos em torno de questões sobre corpo e vulnerabilidade; e Théodore Diouf, cujas pinturas e gravuras em papel dialogam com a abstração geométrica africana.

Ming Smith, primeira fotógrafa negra a ter obras adquiridas pelo MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), chega ao MUNCAB com mais de cinquenta fotografias que percorrem as décadas da diáspora negra, do Harlem à África. "O programa de mostras itinerantes nasceu com a convicção de que a Bienal de São Paulo não termina quando o Pavilhão fecha as portas, que é fundamental ampliar esse alcance e levar recortes da mostra principal a públicos que, de outra forma, não teriam acesso a ela", afirma Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo. "Integrar o MUNCAB como parceiro desse projeto pela primeira vez é mais um passo nesse processo de expansão e democratização do acesso à arte", conclui.

Para o MUNCAB, acolher a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo é colocar sua proposição curatorial em relação com um museu-território cuja própria existência interroga os modos como a história da arte construiu presenças, ausências, centralidades e silenciamentos. “Como território de pertencimento, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira não é apenas o lugar onde a exposição acontece, mas parte ativa das relações que ela produz, permitindo outras condições de aproximação e leitura das obras, produzindo novos sentidos em Salvador”, destaca Cintia Maria, diretora geral do MUNCAB.

É a terceira vez que Salvador recebe o programa, que passou pela cidade em 2011, durante a 29ª edição, e em 2024, com a 35ª, ambas no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), e a primeira vez que a mostra chega ao MUNCAB, museu dedicado à preservação e valorização da cultura e da história afro-brasileira.

Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes. 

Serviço

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática

Itinerância Salvador – Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)
Curadoria: Thiago de Paula Souza e Keyna Eleison

Arquitetura: Gisele de Paula

Quando: 4 set – 29 nov 2026 | ter – dom, 10h – 17h acesso do público ao museu até às 16h30

Valor: ingressos inteira: R$ 20 meia-entrada: R$ 10 / retire seu ingresso online no portal do MUNCAB

Entrada gratuita no MUNCAB: às quartas-feiras e domingos

Sobre o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) é gerido pela Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (AMAFRO), e consolida-se como uma instituição de referência nacional e internacional voltada à pesquisa, preservação e difusão das artes visuais afro-brasileiras, afro-diaspóricas e africanas. O museu desenvolve programas de acervo, documentação, conservação e expografia dedicados à valorização e circulação da produção artística negra em suas múltiplas linguagens e temporalidades. Sua atuação contempla ainda ações educativas, formações e projetos de mediação cultural que buscam ampliar o acesso, fortalecer o pensamento crítico e estimular a participação social no campo das artes visuais.

Sobre o Metrô Bahia

O Metrô Bahia, uma empresa da Plataforma de Trilhos da Motiva, tem 12 anos de operação. São 38 km de extensão, duas linhas, 22 estações e dez terminais integrados, sendo nove deles administrados pela concessionária. O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas já gerou um impacto positivo de R$11,1 bilhões na economia da Bahia e transporta mais de 420 mil pessoas por dia. Desde a sua inauguração, já foram realizadas mais de 2,6 milhões de viagens, cerca de 45 milhões de quilômetros rodados e mais de 890 milhões de passageiros transportados. O Metrô Bahia conta com 1.327 colaboradores diretos e mais de 2.500 indiretos. Em 2026, a concessionária conquistou o 4º lugar no ranking Great Place To Work (GPTW) entre as Melhores Empresas para Trabalhar na Bahia, reconhecimento que reforça seu compromisso com um ambiente de trabalho de qualidade e o desenvolvimento de seus colaboradores. 

FOTO: Levi Fanan