Grupos que foram selecionados em edital da co.liga, passaram por jornada de formação e se apresentam ao público em São Paulo, Salvador e no Rio de Janeiro
Escrito por Assessoria de Comunicação, em 30/03/2026
A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, por meio do Instituto Motiva, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, leva à estação Rodoviária (bairro Pernambués), em Salvador (BA), apresentações gratuitas de coletivos artísticos selecionados pelo edital Cultura em Movimento. A programação acontece no dia 31 de março, das 16h às 18h.
As performances são resultado de um processo formativo que incluiu encontros online, mentorias especializadas e ensaios presenciais, com foco na relação entre corpo, cidade e expressão. Ao todo, foram selecionados 12 projetos, sendo quatro de Salvador (BA), quatro de São Paulo (SP) e quatro do Rio de Janeiro (RJ), que passam a integrar a programação em diferentes espaços de atuação da Motiva.
“O edital Cultura em Movimento reafirma o compromisso do Instituto Motiva em democratizar o acesso à cultura e levar oportunidades para onde as pessoas estão. Ao apoiar coletivos locais, fortalecemos a economia criativa dos territórios e ampliamos o impacto social das nossas ações. Ver artistas ocupando espaços públicos e dialogando com o fluxo da cidade mostra, na prática, como a arte pode transformar realidades e aproximar comunidades do seu próprio patrimônio cultural”, afirma Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva.
Os coletivos Da rua pra rua, afYAda'S, Fọ̀ Ìlù e Trup.Catraca vão transformar a estação Rodoviária de Metrô em um palco após terem participado de masterclasses com artistas convidados e ensaios presenciais realizados por meio da co.liga, escola digital e gratuita de economia criativa, cultura e tecnologia. O processo formativo acompanhou os grupos desde a concepção das propostas até a preparação final das performances, fortalecendo o desenvolvimento artístico e a troca entre coletivos de diferentes regiões do país.
Voltado para iniciativas sociais, o Da rua pra rua é um coletivo cultural, artístico e educativo que tem como objetivo trazer perspectiva para as comunidades de territórios periféricos de Salvador e da região metropolitana. Formado por Estéfane Santos, Maria Lisandra Sacramento, Herikles Sotero, Elisson Parker e participação de Hellen Kaylane e Bruno Henrique, o grupo atua por meio de ações e parcerias com instituições para ampliar o espaço social de acolhimento e existência da população.
“A nossa expectativa para a apresentação é de mostrar a nossa mensagem-denúncia para o mundo através da arte e identidade local. Sempre buscamos valorizar a identidade periférica e elevar a autoestima dos jovens que fazem parte dela, mostrando que a arte pode ser um caminho e possibilidade para eles”, conta uma das participantes do projeto, Estéfane Santos.
Após a primeira etapa, cada coletivo recebeu uma bolsa de R$ 8 mil para criar e preparar a apresentação das performances. Com foco em diversidade e inclusão, o edital priorizou candidaturas de pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica.
O grupo de poesia afYAda'S, relata que o processo de formação com a co.liga foi importante para revelar o potencial de transformação que o coletivo apresenta. Para as integrantes – Lislia Ludmila Nascimento, Cecília Cabral e Elara Mello –, as mentorias as ajudaram a revelar um potencial criativo já existente e a organizar o caos criativo que já colocavam em prática em espaços individuais.
“Levar as afYAda’S para uma estação de metrô, onde milhares de pessoas circulam diariamente, significa tocar pelo menos uma delas com a nossa poesia e transformar o trânsito em um território de encontro. Esperamos não apenas apresentar uma performance, mas sim interromper o automático e mostrar que a arte não habita apenas os palcos, mas também os caminhos”, conta Cecília Cabral.
Outro grupo selecionado é o coletivo Fọ̀ Ìlù, formado por Nanny Santos, percussionista e designer; Bruna Suelen Gonçalves da Silva, escritora e produtora cultural; e Luana Larissa de Carvalho Ferreira, educadora e pesquisadora. O coletivo nasce do encontro entre ritmo, palavra e ancestralidade. O nome vem do Yorùbá: “Fọ̀”, que significa recitar ou entoar, e “Ìlù”, que significa tambor.
A partir dessa junção, o grupo propõe uma experiência poético-musical que busca a reconexão sensorial e ancestral por meio do som, da palavra e do corpo, colocando o tambor, o feminino e a palavra como protagonistas e como chaves de acesso à memória, às emoções e às heranças culturais que atravessam diferentes histórias.
Segundo as integrantes, a participação no edital surgiu do desejo de expandir o trabalho do coletivo e ocupar novos espaços de circulação artística. “Vimos no Cultura em Movimento uma oportunidade de fortalecer nossa pesquisa estética e amadurecer enquanto coletivo. As formações e mentorias têm sido fundamentais para dar forma e consciência ao nosso trabalho, ajudando a organizar nossos processos criativos, pensar estratégias de circulação e fortalecer a identidade artística do Fọ̀ Ìlù”, destacam.
Já a Trup.Catraca, composta por Teodara Machado Atilano, multiartista circense, videomaker e vendedor autônomo; Vitor da Silva Santini, malabarista teatral; e Diane Naitai Mendez Lima, multiartista circense, reúne artistas independentes que se encontraram durante a residência de circo do Circo Picolino e passaram a desenvolver números a partir das linguagens do circo, da dança e do teatro. Eles levam intervenções artísticas para espaços públicos de Salvador e se sustentam por meio da contribuição voluntária do público.
“Como artistas de rua, estamos acostumados a nos apresentar em praças, ruas e semáforos, muitas vezes nos colocando em situação de vulnerabilidade para compartilhar nossa arte, especialmente enquanto corpos dissidentes. Participar do edital Cultura em Movimento representa uma oportunidade inédita de levar nosso trabalho para o metrô de Salvador com apoio institucional e recursos para estruturar melhor a trupe. Além de enriquecer nossos currículos, essa experiência nos incentiva a criar novos números e ampliar nossa trajetória profissional”, afirmam os integrantes.
Serviço
• Evento: Apresentação de coletivos Cultura em Movimento
• Dia: terça-feira, 31 de março
• Horário: das 16h às 18h
• Local: Estação Rodoviária (Linha 2 do Metrô Bahia)
Sobre o Instituto Motiva
Entidade privada sem fins lucrativos, gerencia o investimento de impacto social da Motiva com o objetivo de gerar transformação e impacto social positivo na sociedade. Sua estratégica é organizada nas frentes de Soluções Sustentáveis, Qualidade de Vida e Redução das Desigualdades. Desde 2014, as ações do Instituto já beneficiaram mais de 22 milhões de pessoas. Saiba mais em: www.motiva.com.br/instituto/
Sobre a Fundação Roberto Marinho
A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais. Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www.frm.org.br.
Sobre o Metrô Bahia
O Metrô Bahia tem 11 anos de operação na Bahia. São 38 km de extensão, duas linhas, 22 estações e dez terminais integrados, sendo nove deles administrados pela concessionária. O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas já gerou um impacto positivo de R$11,1 bilhões na economia da Bahia e transporta mais de 400 mil pessoas por dia. Desde a sua inauguração, já foram realizadas mais de 2,5 milhões de viagens, cerca de 37 milhões de quilômetros rodados e mais de 850 milhões de passageiros transportados. O Metrô Bahia conta com 1.327 colaboradores diretos e mais de 2.500 indiretos.