Marcante. Assim pode ser definido o experimento social realizado pela Polícia Militar da Bahia, através do Batalhão de Policiamento de Proteção à Mulher - BPPM, na tarde desta quinta-feira (13), na Estação da Lapa, no Metrô Bahia. A ação chamou a atenção de quem passava pelo local ao expor, de forma direta e sensível, os sinais e as consequências da violência contra a mulher.
Policiais militares participaram da ação com maquiagens que simulavam hematomas, ferimentos e outras marcas de agressão. Mais do que reproduzir fisicamente os sinais da violência, a intervenção deu voz a situações recorrentes vividas por muitas vítimas, com mensagens como “Não espere o pior. Denuncie no primeiro sinal”, “Eu perdoei mais uma vez” e “Eu aceitei as desculpas e ele não parou”.
Em meio ao alto fluxo de passageiros da estação, a encenação provocou olhares, surpresa e reflexão. A proposta foi romper com a naturalização de comportamentos abusivos e mostrar que a violência nem sempre começa com uma agressão física. Muitas vezes, ela se instala gradualmente, por meio de ameaças, controle, humilhações e sucessivos pedidos de desculpas, até que o ciclo se torne cada vez mais difícil de interromper.
Durante a ação, as policiais também mantiveram contato com os passageiros do metrô para informar sobre a importância de reconhecer os primeiros sinais de violência, acolher mulheres em situação de vulnerabilidade e, sobretudo, denunciar.
Segundo o Maj PM Edington, subcomandante do BPPM, a iniciativa busca sensibilizar a sociedade e reforçar que espaços de grande circulação também podem contribuir para ampliar a rede de enfrentamento a violência contra às mulheres.
A mobilização é mais uma ação integrada entre o Metrô Bahia, a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A iniciativa integra a programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, com atividades realizadas ao longo de todo o mês nas estações do sistema metroviário.
Para o gerente executivo de Atendimento do Metrô Bahia, Carlos Cavalcanti, levar esse debate para o transporte público também é uma forma de ampliar o alcance da informação e contribuir para a proteção das mulheres. “O metrô é um espaço que conecta milhares de pessoas todos os dias e, por isso, também tem um papel importante na promoção da cidadania. Quando unimos forças com instituições parceiras para levar informação, acolhimento e conscientização aos nossos clientes, contribuímos para fortalecer uma rede de proteção e para mostrar às mulheres que elas não estão sozinhas”, destacou.
Ao transformar uma situação cotidiana em um convite à reflexão, o experimento social levou para o centro da Estação da Lapa uma mensagem que precisa ultrapassar os limites da campanha: a violência contra a mulher não deve ser silenciada, relativizada ou naturalizada. Romper o ciclo começa, muitas vezes, no primeiro sinal.
Sobre o Metrô Bahia
O Metrô Bahia, uma empresa da Plataforma de Trilhos da Motiva, tem 12 anos de operação. São 38 km de extensão, duas linhas, 22 estações e dez terminais integrados, sendo nove deles administrados pela concessionária. O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas já gerou um impacto positivo de R$11,1 bilhões na economia da Bahia e transporta mais de 420 mil pessoas por dia. Desde a sua inauguração, já foram realizadas mais de 2,6 milhões de viagens, cerca de 45 milhões de quilômetros rodados e mais de 890 milhões de passageiros transportados. O Metrô Bahia conta com 1.327 colaboradores diretos e mais de 2.500 indiretos. Em 2026, a concessionária conquistou o 4º lugar no ranking Great Place To Work (GPTW) entre as Melhores Empresas para Trabalhar na Bahia, reconhecimento que reforça seu compromisso com um ambiente de trabalho de qualidade e o desenvolvimento de seus colaboradores.
Crédito das imagens: Divulgação / Metrô